IV
Stockholmo, 25 de setembro de 1898
(pgs 46-47)
Não te parece que chegou o tempo de plantar no tal paraíso da edade de ouro a arvore da sciencia do Bem e do Mal?
Por que motivo não procederia o Pai da humanidade da mesma fórma que tu, si fosses pai, procederias?
A instrucção da criança começa a ser-lhe progressivamente administrada. Os pais ensinam-lhe o caminho do bem. Mostram-lhe o mal para que o conheçam. Prohibem-lhe todos os vícios. Creio mesmo, que teu pai, uma vez te disse: “Cuidado, meu filho, com os frutos enganadores da falsa sciencia. Olha que um sábio, quando desvaria, poderia receber lições de qualquer ignorante”.
Não achas curioso que, da educação de um filho pelo proprio pai, se vá desenrolando inconscientemente uma similitude com os versos da genesis bíblica?
Natural coincidencia! Dá até vontade de observar que não ha nada mais natural do que o sobrenatural.
Continuemos a seguir os passos dessa criança a quem os pais começaram a ensinar, e que, em breve, é um joven; vai ter uma certa liberdade, que vai augmentando acompanhada com os bons conselhos; mas o pequeno, apropriando-se só da liberdade, atira para o canto os bons conselhos; elle já sabe onde está o mal, mas quer... experimentar. Dolorosa excperiencia que o leva á pratica das maiores loucuras, degradando o espírito e enfraquecendo o corpo. Os pais, profundamente tristes, têm-lhe sempre o mesmo amor, que elle ingratamente não retribue. Tentam, por todos os meios possíveis, desvial-o do máo caminho, servem-se mesmo de amigos para lhe transmittirem conselhos que elle não quer ouvir.
Muito mais tarde, então, minado pela doença contrahida nos desregramentos a que se entregou, vendo quanto o fez padecer a desobediência aos preceitos da sã moral, volta arrependido ao lar paterno.
Felizes dos que assim ainda procedem, porque se podem chamar regenerados, isto é, gerados de novo.
Nada mais simples, porém, nada mais difficil. Difficil, porque o nosso orgulho indigna-se que lhe affirmem que o bem é divino e que só o mal é humano.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Outubro de 2009
Apenas nos effeitos, pois, poderemos presumir a causa, ver, pela correspondencia que se deriva da causa e presumir, por analogia, a sua imagem.
Estuda com attenção as phases da nossa vida. Vamos meditar na creação microcosmica, para vêr si attingimos, pela correspondencia, um plano mais elevado:
Deus, sendo creador, é tambem o Pai.
Analysemos, pois um pai humano que deu origem a um filho no ventre materno.
A criança nasce. Não tem vontade alguma. É nullo o entendimento; está na mais absoluta ordem, não póde afastar-se dos progenitores. São elles que a cercam de cuidados, que lhe prodigalizam ternas caricias. A vida dessa criança quase não póde ser separada dos pais.
Não te parece que este primeiro estado de innocencia poderá ser comparado a alguma humanidade primitiva que estivesse sob a acção directa de Deus? Seria a isto que os antigos chamavam edade de ouro?
Mas o pai anhela por vêr crescer a criança, para que o comprehenda, para que lhe retribua, em alegrias, o amor que lhe consagra, mas, como a criança não tem ainda o entendimento livre, não póde dar gratuitamente aquillo que não comprehende. A criança vai crescendo e os pais fazem o possível por augmentar essa affeição; mas, naturalmente, querem essa affeição espontanea e não coagida.
Para terem a certeza de que o filho lhes retribue o verdadeiro amor, precisam dar-lhe a liberdade do discernimento, porque o amor coagido não tem merito, começam instruindo-o.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Setembro de 2009
É assim que o homem, cégo pelo seu orgulho, começa a amar-se a si proprio, e, emquanto mais amar a sua mesquinhez, mais se afastará do amor supremo e da sabedoria suprema, que só no creador existem.
Eis ahi o erro de onde decorrem todos os erros, dando origem a todos os males, como consequencia inevitavel.
Do amor de si proprio nasce o egoismo, por seu turno, o egoismo dá origem á inveja, ao odio, á vaidade.
Porventura, o homem ignora que pratica o mal?
Que adultero deseja que lhe caia em casa o adulterio? Qual a razão por que commette contra os outros o que reputa infamia contra si?
Acaso não se enfurece o ladrão quando o roubam, e não condemnaria o assassino quem o tentasse assassinar?
Mas, quer uns, quer outros, commettem conscienciosamente o crime que condemnam; portanto, sabem que praticam o mal por sua livre vontade.
Si eu fosse Deus !”
Si eu sou apenas um atomo da inteligencia universal, como poderei abranger o proprio universo...! Si o criado é apenas um effeito derivado da causa anterior e creadora, como poderá abranger a causa absoluta?
É assim que o homem, cégo pelo seu orgulho, começa a amar-se a si proprio, e, emquanto mais amar a sua mesquinhez, mais se afastará do amor supremo e da sabedoria suprema, que só no creador existem.
Eis ahi o erro de onde decorrem todos os erros, dando origem a todos os males, como consequencia inevitavel.
Do amor de si proprio nasce o egoismo, por seu turno, o egoismo dá origem á inveja, ao odio, á vaidade.
Porventura, o homem ignora que pratica o mal?
Que adultero deseja que lhe caia em casa o adulterio? Qual a razão por que commette contra os outros o que reputa infamia contra si?
Acaso não se enfurece o ladrão quando o roubam, e não condemnaria o assassino quem o tentasse assassinar?
Mas, quer uns, quer outros, commettem conscienciosamente o crime que condemnam; portanto, sabem que praticam o mal por sua livre vontade.
Si eu fosse Deus !”
Si eu sou apenas um atomo da inteligencia universal, como poderei abranger o proprio universo...! Si o criado é apenas um effeito derivado da causa anterior e creadora, como poderá abranger a causa absoluta?
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Agosto de 2009
IV
Stockholmo, 25 de setembro de 1898
(pgs 43-44)
A noção do merito do bem só começou a sua existencia depois de apparecer o demerito do mal, e o mal appareceu porque o homem abusou do melhor bem que lhe foi outorgado – a liberdade.
A idéa de Deus exclue a idéa do mal.
A palavra Deus significa e symboliza, quer para crentes, quer para descrentes, a perfeição infinita; logo, o mal não póde ter origem divina.
O mal, portanto, é a resultante da liberdade que o homem tem de poder infringir a ordem, infracção cuja penna está na propria desordem.
É essa liberdade que constitue o homem differente de todos os animaes.
O animal não póde infringir a ordem da creação, portanto as suas acções não teem merito, nem demerito. O cão de S. Bernardo, que é ensinado a salvar vidas, tem a mesma responsabilidade que o cão que o gatuno ensina a roubar. Qualquer delles opéra conforme a vontade do seu senhor; não tem discernimento para distinguir o bem do mal. Torna-se em um simples orgão da vontade humana que o dirige, e que livremente escolheu o bem ou o mal que o cão praticou sem a menor consciência.
Si eu fosse Deus, crearia uma humanidade impeccavel!
Que insensatez, que discernimento, que demencia.
O creado a dar lições ao creador.
O microcosmos a querer ser o macrocosmos, a parte a querer ser o todo; o conteúdo a querer ser continente; o microbio a querer ser mastodonte!!!
Stockholmo, 25 de setembro de 1898
(pgs 43-44)
A noção do merito do bem só começou a sua existencia depois de apparecer o demerito do mal, e o mal appareceu porque o homem abusou do melhor bem que lhe foi outorgado – a liberdade.
A idéa de Deus exclue a idéa do mal.
A palavra Deus significa e symboliza, quer para crentes, quer para descrentes, a perfeição infinita; logo, o mal não póde ter origem divina.
O mal, portanto, é a resultante da liberdade que o homem tem de poder infringir a ordem, infracção cuja penna está na propria desordem.
É essa liberdade que constitue o homem differente de todos os animaes.
O animal não póde infringir a ordem da creação, portanto as suas acções não teem merito, nem demerito. O cão de S. Bernardo, que é ensinado a salvar vidas, tem a mesma responsabilidade que o cão que o gatuno ensina a roubar. Qualquer delles opéra conforme a vontade do seu senhor; não tem discernimento para distinguir o bem do mal. Torna-se em um simples orgão da vontade humana que o dirige, e que livremente escolheu o bem ou o mal que o cão praticou sem a menor consciência.
Si eu fosse Deus, crearia uma humanidade impeccavel!
Que insensatez, que discernimento, que demencia.
O creado a dar lições ao creador.
O microcosmos a querer ser o macrocosmos, a parte a querer ser o todo; o conteúdo a querer ser continente; o microbio a querer ser mastodonte!!!
terça-feira, 23 de junho de 2009
JULHO DE 2009
A sua ancia de saber não encontra limites.
É livre, inclusivamente, de attentar contra a propria vida.
Tem vontade livre, tem entendimento livre, portanto, póde escolher entre o bem e o mal.
Eis o enorme abysmo cavado entre a animalidade e a humanidade, que alguns pseudo-sabios pretendem encher com esquilulas de ossos de antropopithecus!
A liberdade de amar.
A liberdade de saber.
Eis para que o homem foi creado, o que o não impede de, em virtude dessa mesma liberdade que o constituiu rei sobre os outros animaes, se sirva della para odiar ou para se embrutecer.
A creação de um amor obrigatorio seria simplesmente risivel.
O amor é livre, porque si fosse coagido não seria amor.
Imagina que alguem te mandou a amar por obrigação, ou sentir por dever?
Olharias para o sujeito com a piedade que deve inspirar umm louco.
Creio mesmo, até, que si me mandassem ama minha mulher á força, aborrecel-a-hia.
Como saberá um pai que o filho o ama verdadeiramente, si esse amor não fosse independente da vontade paternal.
Que merito teria o amor obrigatorio, que merito teria o saber humano, si não lhe fosse dada a apparencia de ser conquista propria?
Em Deus tudo é absoluto porque sendo infinito não tem espaço nem tempo. Na creação natural tudo é relativo, porque tudo tem tempo e tudo occupa espaço.
A sua ancia de saber não encontra limites.
É livre, inclusivamente, de attentar contra a propria vida.
Tem vontade livre, tem entendimento livre, portanto, póde escolher entre o bem e o mal.
Eis o enorme abysmo cavado entre a animalidade e a humanidade, que alguns pseudo-sabios pretendem encher com esquilulas de ossos de antropopithecus!
A liberdade de amar.
A liberdade de saber.
Eis para que o homem foi creado, o que o não impede de, em virtude dessa mesma liberdade que o constituiu rei sobre os outros animaes, se sirva della para odiar ou para se embrutecer.
A creação de um amor obrigatorio seria simplesmente risivel.
O amor é livre, porque si fosse coagido não seria amor.
Imagina que alguem te mandou a amar por obrigação, ou sentir por dever?
Olharias para o sujeito com a piedade que deve inspirar umm louco.
Creio mesmo, até, que si me mandassem ama minha mulher á força, aborrecel-a-hia.
Como saberá um pai que o filho o ama verdadeiramente, si esse amor não fosse independente da vontade paternal.
Que merito teria o amor obrigatorio, que merito teria o saber humano, si não lhe fosse dada a apparencia de ser conquista propria?
Em Deus tudo é absoluto porque sendo infinito não tem espaço nem tempo. Na creação natural tudo é relativo, porque tudo tem tempo e tudo occupa espaço.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Junho de 2009
É essa liberdade de infringir a propria ordem que constituiu o homem differente de todos os animaes.
Si aos taes deuses officiosos lhes fosse outorgado o poder de crear, fariam bem em não conceder o livro arbitrio ao homem, por ser a única fórma de evitar que lhes chamassem tolos.
Aos animaes faltando-lhes a livre vontade e portanto a racionalidade, não lhes é permittido, como ao homem, infringir a ordem em que foram creados.
Desde que se conhece o leão, não consta que se tivesse afastado da immutavel ordem em que nasceu. Não precisa de vestidos, nem de fogo, e ainda ninguém lhe ouviu dizer tolices e muito menos maximas moraes; e o mesmo rugido, que fazia estremecer os primeiros Pharaós, faz agora esremecer as suas mumias.
O melro que, ha milhares de annos, fazia o ninho de uma certa e determinada fórma, ainda hoje o faz absolutamente egual.
O castor, sem nunca ter aprendido architectura, nem engenharia, cosntroe os seus diques e as suas aldeias lacustres com a mesma perfeição que as construíam desde seculos.
As abelhas ainda conservam a mesma fórma de governo que ha dezenas de seculos as rege.
E os problemas economicos das formigas nunca deixaram de dar maravilhosos resultados, apezar de datarem de épocas immemoriaes.
O animal nasce com toda a sciencia que lhe é necessária. A sua esphera de acção está limitada em imutavel ordem. Tem a roupa de que precisa, conhece os alimentos que lhe são proprios, constroe a habitação que lhe convém, sem carecer de mestres, escolas ou academias, e mais segura está uma andorinha dos seus conhecimentos meteorológicos do que os sabios de todos os observatorios.
Si aos taes deuses officiosos lhes fosse outorgado o poder de crear, fariam bem em não conceder o livro arbitrio ao homem, por ser a única fórma de evitar que lhes chamassem tolos.
Aos animaes faltando-lhes a livre vontade e portanto a racionalidade, não lhes é permittido, como ao homem, infringir a ordem em que foram creados.
Desde que se conhece o leão, não consta que se tivesse afastado da immutavel ordem em que nasceu. Não precisa de vestidos, nem de fogo, e ainda ninguém lhe ouviu dizer tolices e muito menos maximas moraes; e o mesmo rugido, que fazia estremecer os primeiros Pharaós, faz agora esremecer as suas mumias.
O melro que, ha milhares de annos, fazia o ninho de uma certa e determinada fórma, ainda hoje o faz absolutamente egual.
O castor, sem nunca ter aprendido architectura, nem engenharia, cosntroe os seus diques e as suas aldeias lacustres com a mesma perfeição que as construíam desde seculos.
As abelhas ainda conservam a mesma fórma de governo que ha dezenas de seculos as rege.
E os problemas economicos das formigas nunca deixaram de dar maravilhosos resultados, apezar de datarem de épocas immemoriaes.
O animal nasce com toda a sciencia que lhe é necessária. A sua esphera de acção está limitada em imutavel ordem. Tem a roupa de que precisa, conhece os alimentos que lhe são proprios, constroe a habitação que lhe convém, sem carecer de mestres, escolas ou academias, e mais segura está uma andorinha dos seus conhecimentos meteorológicos do que os sabios de todos os observatorios.
Só o homem nasce sem o menor conhecimento. Tudo precisa aprender. Tudo uer depois comprehender.
sábado, 18 de abril de 2009
CARTAS PERDIDAS
MAIO DE 2009
Meu caro F...
As ponderações que fazes á minha terceira carta são proprias de um espirito avido no comprehender, mas parco no meditar.
Admittes já a possibilidade de abstrahir espiritualmente o espaço e o tempo, encontras mesmo novos horizontes a descortinar, tens até uma phrase, dizendo que presentes nesta nova sciencia “o élo até agora em vão procurado, que liga e encadeia as idéas de tal fórma, que o acaso e a duvida desapparecerão abraçados ao nada”; mas a tal harmoniosa ordem que eu encontro em tudo, vel-a tu “muito desafinada com a intrusão constante do mal” e terminas perguntando:
Para que creou Deus o mal?
Felizmente, contentas-te em criticar o facto e não chegas à ignominia de clamar com muitos: “Si eu fosse Deus, teria creado uma humanidade em que o mal fosse desconhecido”.
É o problema do mal que te preocupa, sendo o problema mais simples que existe.
Si essa série de pedantes que assim clamam fossem deuses, seriam simplesmente creadores de... inercia, porque a inercia espiritual, de que são formados, só reproduziria como imagem e similhança á propria inercia.
A razão, esse sopro de vida que Deus deu ao homem, só livremente póde existir.
A razão coagida seria a cegueira da obediencia.
A creação de uma humanidade sem vontade livre seria uma humanidade irracional.
Deus, sendo o infinito amor e a infinita sabedoria, é tambem a infinita razão e, portanto, infinitamente livre, logicamente se segue que, creando Deus o homem à sua imagem e similhança, lhe deu tambem a liberdade.
É nessa liberdade que residem o merito e o demerito das acções. É essa liberdade que te ditou a absurda pergunta.
Meu caro F...
As ponderações que fazes á minha terceira carta são proprias de um espirito avido no comprehender, mas parco no meditar.
Admittes já a possibilidade de abstrahir espiritualmente o espaço e o tempo, encontras mesmo novos horizontes a descortinar, tens até uma phrase, dizendo que presentes nesta nova sciencia “o élo até agora em vão procurado, que liga e encadeia as idéas de tal fórma, que o acaso e a duvida desapparecerão abraçados ao nada”; mas a tal harmoniosa ordem que eu encontro em tudo, vel-a tu “muito desafinada com a intrusão constante do mal” e terminas perguntando:
Para que creou Deus o mal?
Felizmente, contentas-te em criticar o facto e não chegas à ignominia de clamar com muitos: “Si eu fosse Deus, teria creado uma humanidade em que o mal fosse desconhecido”.
É o problema do mal que te preocupa, sendo o problema mais simples que existe.
Si essa série de pedantes que assim clamam fossem deuses, seriam simplesmente creadores de... inercia, porque a inercia espiritual, de que são formados, só reproduziria como imagem e similhança á propria inercia.
A razão, esse sopro de vida que Deus deu ao homem, só livremente póde existir.
A razão coagida seria a cegueira da obediencia.
A creação de uma humanidade sem vontade livre seria uma humanidade irracional.
Deus, sendo o infinito amor e a infinita sabedoria, é tambem a infinita razão e, portanto, infinitamente livre, logicamente se segue que, creando Deus o homem à sua imagem e similhança, lhe deu tambem a liberdade.
É nessa liberdade que residem o merito e o demerito das acções. É essa liberdade que te ditou a absurda pergunta.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Cartas Perdidas
A idéa de Deus não é uma necessidade convencional, é espontanea, porque é absoluta e é uma idéa concreta e não uma abstracção, e, para poder comprehender essa idéa, é mister dar-lhe a fórma humana como similhança e imagem.
Eis a razão do christianismo. Deus tomando a fórma humana.
Ora medita um pouco e repara bem, que, mesmo os que blasonam de espíritos fortes e livres pensadores clamam inconscientemente por Deus nas grandes afflicções.
Que extraordinaria ficção esta que resiste a tanto demolidor!
Pobres demolidores que só a si se anniquilam! Negar Deus é negar a propria existencia. É ficar como atomso perdidos, vagueando por entre a humanidade, como os aerolithos vagabundos que se afastaram da orbita em que eram mantidos.
Não te afastes tu da orbita que te indico, para te não succeder o mesmo: perdes-te na treva e no frio, apezar de habitares, neste momento, um clima quente e luminoso.
As tuas narrações teem-me despertado o interesse de visitar esse paiz. No caso que te demores muito tempo ahi, assim o farei. É mais um pedaço do globo que vou pisar; é mais um abraço que te vou dar.
Responde-me sem hesitações e expõe-me as tuas duvidas e não hesites em occupar o teu velho amigo W.
No futuro, ao encerrarmos a publicação deste livro, faremos uma edição moderna, sem interferir naturalmente nos ditames da língua portuguesa da época.
Eis a razão do christianismo. Deus tomando a fórma humana.
Ora medita um pouco e repara bem, que, mesmo os que blasonam de espíritos fortes e livres pensadores clamam inconscientemente por Deus nas grandes afflicções.
Que extraordinaria ficção esta que resiste a tanto demolidor!
Pobres demolidores que só a si se anniquilam! Negar Deus é negar a propria existencia. É ficar como atomso perdidos, vagueando por entre a humanidade, como os aerolithos vagabundos que se afastaram da orbita em que eram mantidos.
Não te afastes tu da orbita que te indico, para te não succeder o mesmo: perdes-te na treva e no frio, apezar de habitares, neste momento, um clima quente e luminoso.
As tuas narrações teem-me despertado o interesse de visitar esse paiz. No caso que te demores muito tempo ahi, assim o farei. É mais um pedaço do globo que vou pisar; é mais um abraço que te vou dar.
Responde-me sem hesitações e expõe-me as tuas duvidas e não hesites em occupar o teu velho amigo W.
No futuro, ao encerrarmos a publicação deste livro, faremos uma edição moderna, sem interferir naturalmente nos ditames da língua portuguesa da época.
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