terça-feira, 23 de junho de 2009

JULHO DE 2009

IV

Stockholmo, 25 de setembro de 1898

(pgs 42-43)

A sua ancia de saber não encontra limites.

É livre, inclusivamente, de attentar contra a propria vida.

Tem vontade livre, tem entendimento livre, portanto, póde escolher entre o bem e o mal.

Eis o enorme abysmo cavado entre a animalidade e a humanidade, que alguns pseudo-sabios pretendem encher com esquilulas de ossos de antropopithecus!

A liberdade de amar.

A liberdade de saber.

Eis para que o homem foi creado, o que o não impede de, em virtude dessa mesma liberdade que o constituiu rei sobre os outros animaes, se sirva della para odiar ou para se embrutecer.

A creação de um amor obrigatorio seria simplesmente risivel.

O amor é livre, porque si fosse coagido não seria amor.

Imagina que alguem te mandou a amar por obrigação, ou sentir por dever?

Olharias para o sujeito com a piedade que deve inspirar umm louco.

Creio mesmo, até, que si me mandassem ama minha mulher á força, aborrecel-a-hia.

Como saberá um pai que o filho o ama verdadeiramente, si esse amor não fosse independente da vontade paternal.

Que merito teria o amor obrigatorio, que merito teria o saber humano, si não lhe fosse dada a apparencia de ser conquista propria?

Em Deus tudo é absoluto porque sendo infinito não tem espaço nem tempo. Na creação natural tudo é relativo, porque tudo tem tempo e tudo occupa espaço.




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