A sua ancia de saber não encontra limites.
É livre, inclusivamente, de attentar contra a propria vida.
Tem vontade livre, tem entendimento livre, portanto, póde escolher entre o bem e o mal.
Eis o enorme abysmo cavado entre a animalidade e a humanidade, que alguns pseudo-sabios pretendem encher com esquilulas de ossos de antropopithecus!
A liberdade de amar.
A liberdade de saber.
Eis para que o homem foi creado, o que o não impede de, em virtude dessa mesma liberdade que o constituiu rei sobre os outros animaes, se sirva della para odiar ou para se embrutecer.
A creação de um amor obrigatorio seria simplesmente risivel.
O amor é livre, porque si fosse coagido não seria amor.
Imagina que alguem te mandou a amar por obrigação, ou sentir por dever?
Olharias para o sujeito com a piedade que deve inspirar umm louco.
Creio mesmo, até, que si me mandassem ama minha mulher á força, aborrecel-a-hia.
Como saberá um pai que o filho o ama verdadeiramente, si esse amor não fosse independente da vontade paternal.
Que merito teria o amor obrigatorio, que merito teria o saber humano, si não lhe fosse dada a apparencia de ser conquista propria?
Em Deus tudo é absoluto porque sendo infinito não tem espaço nem tempo. Na creação natural tudo é relativo, porque tudo tem tempo e tudo occupa espaço.