segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Setembro de 2009

IV

Stockholmo, 25 de setembro de 1898

(pgs 44-45)

É assim que o homem, cégo pelo seu orgulho, começa a amar-se a si proprio, e, emquanto mais amar a sua mesquinhez, mais se afastará do amor supremo e da sabedoria suprema, que só no creador existem.

Eis ahi o erro de onde decorrem todos os erros, dando origem a todos os males, como consequencia inevitavel.

Do amor de si proprio nasce o egoismo, por seu turno, o egoismo dá origem á inveja, ao odio, á vaidade.

Porventura, o homem ignora que pratica o mal?

Que adultero deseja que lhe caia em casa o adulterio? Qual a razão por que commette contra os outros o que reputa infamia contra si?

Acaso não se enfurece o ladrão quando o roubam, e não condemnaria o assassino quem o tentasse assassinar?

Mas, quer uns, quer outros, commettem conscienciosamente o crime que condemnam; portanto, sabem que praticam o mal por sua livre vontade.

Si eu fosse Deus !”

Si eu sou apenas um atomo da inteligencia universal, como poderei abranger o proprio universo...! Si o criado é apenas um effeito derivado da causa anterior e creadora, como poderá abranger a causa absoluta?

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